DJ Ditinho [O Lado Di Ká 2] A História do Brasil

dezembro 26, 2011

DJ  O Lado Di Ká 2   A história que engloba agora a vida dos familiares do DJ Ditinho se inicia na década de 30 no Governo Provisório de Getúlio Vargas. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 a família de seu bisavô Quirino Pereira de Oliveira, viviam e trabalhavam na região de “Duas Pontes” na cidade de Amparo SP. Mas enfrentaram muitos problemas porque um de seus filhos servia o Exército na cidade de Caçapava interior de São Paulo, e sua bisavó  Filomena Cunha de Oliveira diante das atrocidades que  forças nacionais faziam na região, inclusive na casa dela revistando e tentando matar a todos que residiam na fazenda, ficando assim ela mesma com problemas mentais, fazendo muitas famílias que tinham soldados lutando na revolução pagarem o alto preço de uma covardia  sobre  trabalhadores de nossa região,onde depoimentos impressionantes serão mostrados a todos os brasileiros que se interessarem pela verdadeira história do Brasil. Nas páginas centrais do livro muitas passagens do DJ e seus amigos em times como, Corinthians de Pedreira, Estrelinha,  Paulistinha, ADC Santana , Vila  Monte Alegre etc… E mais ainda muitas aventuras de sua carreira como um dos Djs mais antigos do Brasil em atividade até hoje, também  relatos que viveu como técnico de bandas e também como DJ de Época 60/70/80. Revivendo grandes eventos na região do Circuito das Águas em cidades como Amparo, Monte Alegre do Sul, Águas de Lindóia etc… Também dando destaques no tempo em que prestou serviços a vizinha cidade de Jaguariúna nos anos 80 e contando mais acontecimentos históricos da cidade de Pedreira e região.Numa leitura alternando-se entre histórica e poética, o autor tenta passar para o leitor uma visão sua da história real acontecida no Brasil, partindo de sua região para o resto do país, desde os anos 30 até as últimas aventuras do século 21.

O Editor

 

O LADO DI KÁ by Ditinho

dezembro 26, 2011

O livro é a história de uma pessoa que nasceu numa pequena cidade do interior de São Paulo. Com pouco recursos trabalhando em fábricas e estudando na própria cidade,conseguiu muitas conquistas pra muita gente de sua cidade e região, onde vive até hoje ainda em atividade como Técnico e DJ. Mesmo sendo de origem humilde viveu em sua trajetória na  região oportunidades fantásticas. Nascido na Vila Santo Antônio(Macedo)um dos bairros mais antigos e tradicionais da cidade de Pedreira. Mudando-se pequeno ainda para outro bairro tradicional da Flor da Porcelana,a Vila São José(Prainha), onde viveu sua adolescência e parte de sua juventude. Já nos anos 70 morando na Vila Monte Alegre bairro novo, mas muito polemico na cidade, foi uma das primeiras casas populares que o governo militar entregou ao trabalhador brasileiro através do BNH e da COHAB no  final dos anos 60. Trabalhando desde menino nas indústrias de porcelanas, aos 12 já estava na “Santa Rosa” e logo depois aos 15, passou a integrar o quadro de funcionários da Cerâmica Santana. Gostando muito de futebol desde menino montava seus times de futebol na “Prainha”,Estrelinha, Santa Rosa e depois também ajudou na formação do Paulistinha, Praiano, Ponte Nova etc… Mais tarde morando na Vila Monte Alegre e trabalhando na Cerâmica Santana, batalhando com seus amigos conseguia que a firma que trabalhava construísse um estádio de futebol (Florindão) na vila que morava.Onde pouco tempo depois já como “DJ” também conseguiria que o salão social da fábrica também fosse instalado na entrada da mesma vila. E nos anos 80 ele mesmo, como “DJ’ agitava as noites da cidade e região com sua  equipe “Dici Som”. Na parte cultural montava suas peças de teatro e gincanas na Vila através do Grupo de Jovens, ganhando muitos prêmios pra sua cidade em quase todo interior do estado de São Paulo. Ainda nesse tempo conseguiria uma junção entre a firma e a vila,fundando uma escola de samba e desfilando na avenida do samba “Antonio Pedro” como “Azulão 78 e 79″ e mais tarde como “Vila 80″. Durante os anos 80 no auge da era disco, migrava para o centro da cidade no salão social do Esporte Clube Corinthians de Pedreira, onde continuou embalando as noites da cidade e região no clube mais polemico que já existiu em nossa região o Corintinha de Pedreira. Mesmo antes de terminar a década trabalhava também como técnico de bandas de rock e como projeto mais ousado fazia a sonorização de bandas sertanejas (muito raras na época). Com seu irmão “Netinho” trabalhando e morando no próprio prédio da Rádio Jequitibá de Campinas,a primeira estação exclusivamente sertaneja do Brasil, ele ajudou também seu irmão na divulgação da música raíz do Brasil nos anos 80. Principalmente na programação, pois além de técnico seu irmão era também programador. Tudo isso no ano de 1988, quando a música sertaneja era deletada das seis da manhã as seis da tarde,uma ousadia gigante nos lendários anos 80. A partir dos anos 90 além de “DJ”, Ditinho era agora técnico de bandas formadas em seu tempo que tanto poderia ser de pagode, popular ou sertaneja. Durante toda década de 90 trabalhou com os mais diversos grupos e duplas sertanejas profissionais ou não da região e do interior de todo Estado de São Paulo. Com a chegada do século 21 passou então a trabalhar exclusivamente com bandas e como Técnico Eletrônico que era fazendo parte de muitas equipes e empresas de som formadas nos anos 90, como a GF SOM, STAFF SOM, etc… Fazendo grandes eventos na região do Circuito da Águas como técnico de áudio, tais como: Jair Rodrigues, Rio Negro e Solimões, Muleke Travesso, Dominó, Ataíde e Alexandre, Rick e Rener, Mara Maravilha etc…  E também como técnico de som do primeiro Festival de Inverno de Amparo no ano de 2001, algumas edições da tradicional Festa do Morango de Monte Alegre do Sul, muitos carnavais em Águas de Lindóia, Morungaba, Serra Negra  etc…rodeios em Socorro,Bragança Paulista,Monte Sião etc… Depois de 2007 passaria também a produzir eventos de bandas com amigos seus dos anos 80 de sua cidade e também de outros lugares como: Queen Cover, Bon Jovi Cover, Bee Gees, Roberto Carlos Cover etc… E posteriormente sua própria apresentação como DJ da Época. Vindo a publicar então o livro “O Lado Di Ka” com detalhes de sua vida, no ano de 2011. Depois de mais de 30 anos na luta e dois deles como escritor escrevendo sua própria história, que continua com o “DVD” já a disposição de todos e aguardando brevemente mais detalhes da vida do DJ  em seu segundo livro intitulado “DJ Ditinho – O Lado Di Ka  2  – A História do Brasil o qual será lançado no ano de 2012.


“O Lado Di Ká” by Ditinho

outubro 2, 2010



Nascido em Pedreira  SP
Desde quando uma pessoa nasce fisicamente para o mundo terreno,inicia – se uma história em torno do espaço fisico  que ela ocupa, portanto todo ser humano vivo na terra tem sua história , alguns até antes de nascer , outros depois que nascem .
Por uma escolha própria entre os anjos celestes , foi designado que meu espírito incorporasse meu corpo físico no dia 12 de maio de 1955, na rua Luís Pedro de Godoy Moreira  - Vila Santo Antonio , ao lado do “Jibimba” antiga sede do time do Brigadeiro.
Esse time de futebol foi muito respeitado em sua época em toda nossa região e durante a edição desse livro falaremos de algumas glórias desse esquadrão pedreirense .
Também contaremos algumas  histórias do Cine Alvorada hoje Teatro Municipal , onde trabalhei algum tempo nos anos 70, falaremos também do E. C. Corinthians de Pedreira prédio onde hoje se encontra a Câmara Municipal, e que trabalhei também na década de 80 , descreveremos também algumas histórias da FIP que era realizada no local onde hoje se encontra instalado a Central de Saúde de Pedreira , do Estádio Municipal , da Vila São José e do Parque Bela Vista , da Santana , da Vila Monte Alegre e de outros lugares da cidade por onde passei grande parte da vida, trabalhando , passeando , me divertindo ou ajudando no que fosse possível , nossos irmãos e amigos da terra da porcelana. Tudo isso retratado em pormenores de uma história real em torno de uma pessoa comum que foi nascida e criada numa cidade do interior do Estado de São Paulo, chamada Pedreira. Texto do Livro “O Lado Di Ka” by Ditinho

Kridião O Verdadeiro Mestre Praiano

julho 29, 2010

Precisamente em 29 de setembro de 1970 comecei a trabalhar na Ceramica Santana.Como disse em outro capítulo nesse tempo eu morava na Vila São José na Rua Adriano Corsi, no lado de cá da Prainha, mas tinha grandes amigos do lado de lá , dentre eles o ” Kridião” muito  respeitado por todos, e amigo de todo mundo . Perto de sua casa onde reside até hoje, ele ensinava os  meninos da Vila São José , a praticar o futebol , existia nesse tempo nas imediações onde hoje se localiza a Igreja de São José , o campo do Barranco ; ali o Kridião  treinava a molecada que mais tarde vieram a se transformar em verdadeiros craques da nossa cidade , dentre eles estavam o Zé Olaria, Wadizão , Robertinho , Dicão , Gustão, Polaina,Carlão, Pilho,Wadizinho, e muitos outros  meninos que jogavam nos torneios que nos finais de semana ele promovia no campo do Barranco (o campo tinha esse nome porque ficava ao lado do barranco) eu joguei muitas vezes lá , mas o time que eles formavam era geralmente muito forte, no campo deles eram praticamente imbatíveis , se o time adversário não fosse bom levava goleada. Daí foi que surgiram times  como o Praiano , o Paulistinha(onde joguei também) e outros times que fizeram história na cidade de Pedreira, o Kridião ensinava os meninos tanto a praticar o futebol , como a respeitar os adversários e muitos agradecem ao mestre até  hoje,pelos bons conselhos que sempre dava a todos que estavam em sua volta, e pelo bom exemplo de vida que sempre dedicou a todos nós,inclusive a mim ,  me atrevo a agradecer esse seu trabalho voluntário em nome dos seus  amigos da cidade de Pedreira.

Muito Obrigado,   “Mestre”  Kridião !

Texto do Livro “O Lado Di Ká” by Ditinho

O Lugar em que vivemos

julho 17, 2010

Eu sempre passeio pela cidade com meus filhos ou com um primo nosso que nasceu aqui, mas foi criado em São Caetano do Sul, depois que se aposentou voltou pra cá e a gente dá uma força pra ele . Quando eu encontro com alguns amigos meus pela cidade ficamos conversando um pouco , mas a pessoa que está comigo , que tanto pode ser um dos meus filhos ou o próprio primo,ficam me apressando pra ir embora logo,então eu digo – Espere mais um pouquinho! Eles acabam ficando impacientes , aí tenho que explicar : Essas pessoas que estou conversando,são pessoas que conheço no mínimo há trinta anos , e não são transeuntes normais andando pelas  ruas . Elas com seu esforço e dedicação ajudaram a construir as coisas boas que nós desfrutamos hoje , então quando paro pra falar com elas , na verdade estou revivendo a memória da nossa cidade. Precisamos respeitá – las e ajudar no que for preciso , e  se alguém não respeita nosso povo e nossa cidade , existem muitos lugares pra se viver no mundo, mas aqui em Pedreira precisa ficar quem ama Pedreira e sua gente , senão todos estaremos perdidos!

A Gravação da Fita Cassete

julho 3, 2010

Nos anos 70 funcionava em Pedreira o Serviço de Alto Falante Santana  (muito famoso na época) , em seu “estúdio” que ficava ao lado da Igreja Matriz (hoje Boa Nova FM) ,os locutores e sonoplastas comandavam a alegria e descontração na pracinha  em frente a Igreja , enquanto a gente passeava.Eles tocavam músicas que o pessoal ofereciam para as garotas e rapazes que freqüentavam a praça.

Um dia um amigo que trabalhava lá, me disse que havia possibilidade de gravar aquelas músicas em fita cassete,fui então falar com ele e ficou acertado que quando ele voltasse da escola em que estudava em Amparo,faríamos a gravação.

Eu e meu amigo “Crispim” ficamos esperando em frente a Matriz ,numa segunda-feira até que nosso amigo chegou por volta das 11 horas da noite , e fomos escolher as músicas , selecionamos as melhores e a gravação ficou ótima , demoramos mais ou menos umas duas horas e terminamos  quase uma da manhã.

No fim de semana seguinte quando nos encontramos , meu amigo me disse : – Você não sabe o problema que deu aquela gravação ? Eu perguntei porque , então ele me contou que enquanto escolhíamos as músicas dentro do estúdio na hora da gravação,  ele tinha esquecido de desligar o som externo que ficava na praça , isto quer dizer que numa segunda-feira depois das onze horas da noite , ao vizinhos ficaram assustados com o som do Sistema de Alto Falante Santana , animando a praça deserta até a madrugada de uma terça – feira na década de 70 no centro de Pedreira.

Texto do Livro “O Lado Di Ká” by Ditinho

O Gol de Honra

março 19, 2010

No começo dos anos 70 mudamos para Vila Monte Alegre,eu já tinha amigos na Vila e também sempre jogava no time,mas essa partida foi a estréia oficial,em Monte Alegre do Sul contra a poderosa equipe da cidade o ECMAS,nosso time era só molecada mas sempre dava trabalho ao adversário. Quando o jogo começou nós estávamos dominando,mas aos 20 minutos o juiz arrumou um pênalti,e quando o jogador bateu o Ranulfo  nosso goleiro defendeu!Todos corremos abraçá-  lo.Deixamos a bola com o adversário e ele fez o gol,foi uma decepção,a nossa moral caiu,na saída atrasamos a bola e ela foi para escanteio,o cara bateu e fez um gol olímpico,nós sem experiência nenhuma deixamos nos abater e o primeiro tempo virou 4 X 0,no segundo tempo voltamos bem mas não teve jeito foi 5,6,7,8…  Quando estava 8 a 0 bateram o centro para mim,peguei a bola e sai driblando todo mundo sozinho,cheguei na cara do goleiro coloquei no canto e Golllllllllllllll,saí  vibrando como se fosse o gol da vitória e eles tiraram uma com minha cara…   Mas o jogo terminou 11 a 1, essa foi minha estréia na Vila Monte  Alegre com eu mesmo fazendo o gol de honra,para nunca mais esquecer!

O Time do Quinze de Novembro “ Os Feios”

março 19, 2010

Estava sentado no bar do Cláudio na Praia no começo dos anos 70,conversando com uns amigos num domingo depois do almoço , quando chega o Norinho com seu irmão Waldemar, convidando pra gente jogar no time do XV de Novembro em Jaguariúna , eles tinham marcado um jogo lá ,e estava faltando dois ou três jogadores, então convidei o Wadizinho e o Pelézinho , e fomos ajudar nossos amigos do Bar do Palito . Chegando no campo num bairro famoso de Jaguariúna , não tinha onde por mais gente , estava superlotado , carros de Polícia de Campinas dando reforço , eu fiquei espantado com tanta gente e perguntei pro beque central deles , se o campo sempre ficava cheio daquele jeito , ao que êle me disse : Sabe o que  acontece ? No último jogo aqui saiu uma briga e mataram três pessoas !!! E desde então ninguém queria mais jogar aqui , essa torcida veio pra ver quem é que teve coragem de enfrentar nosso time !!! Então caiu a ficha , claro os cobaias eram nós , se não acontecesse nada o local estava liberado , perdemos de 2X0 levei chute na cara e pedia desculpas , xingavam minha mãe  eu fingia que não ouvia , joguei outras vêzes pro time dos “Feios” o Quinze de Novembro , mas êsse jogo ficou na história ….

O Campeão do Campo do Padre

março 19, 2010

Fui um dia assistir o “Estrelinha” jogar no Campo do Padre , era um torneio de futebol, o local  ficava onde mais tarde abriram uma concessionária da Wolks a “Copeauto” , e hoje está situado o prédio Santa Izabel . Domingo cedo todo mundo foi à missa das seis , rezar pra ficar campeão , mas na hora da consagração ,quando o Padre levanta o cálice , teve um jogador que perguntou : A taça de campeão é aquela ?Mas Deus perdoou sua pergunta, e o “Estrelinha” jogando com Jair  , Nadir, Lelé , Marião, Ti Marineli , Lai , Bueno, Pedrinho , Toninho Viaro, e outros que pela minha pouca idade na época , não me lembro agora , e também comigo de torcedor oficial pra dar sorte , acabou ficando campeão., e a festa foi lá no campinho perto de casa , em cima da ponte e embaixo do ingazeiro.

O chute na bola , o prego no pé…

Toda tarde eu ficava esperando o trator da Santana, que levava cana lá na cocheira do Seo Benedito,a gente ia correndo atrás e puxava algumas canas ,que felicidade… No campinho ali perto ao lado da ponte ,fazíamos nossas peladas e depois todo mundo nadava no Rio Jaguari , embaixo da ponte ou do ingazeiro , ficávamos conversando e contando nossas histórias. Um dia eu estava jogando bola no campinho ,quando fui dar um chute senti uma dor terrível no pé, olhei  pra ver o que estava acontecendo, só vi a cabeça do prego entre meus dedos enfiado inteirinho,comecei num berreiro só , mas veio a  Dona Rosa mãe do Nenê , tirou o prego que era dos grandes , me levou na farmácia , tomei injeção , e melhorei , mas eu nunca mais esqueci da coragem dessa santa mulher nesse dia.

O Programa de Calouros

No meu tempo de Prainha, o Nizião,o Torão e o Nene ficavam tocando violão quase toda noite e eu ia lá na casa dele.Uma noite eu comecei a cantar uma música e o Torão gostou,então ele me disse: Se você ensaiar bem dá para você cantar ! Então respondi: Me ensaia,porque vou cantar no progama de Calouros Domingo. Ensaiamos então,a semana inteira,mas ele não estava acreditando que eu iria. No Domingo eu estava no palco do Corinthians,CANTANDO!!! De um lado estava o Miltinho,do outro o Messias.A banda era o Zé Pelado ,Bira,Ênio e  Chicão  e apresentando  Juarez e Paulo Grilo, na nossa frente a torcida gritando para nós!Então quem eu vejo na porta de entrada?O Torão olhando para mim,aí eu disse no microfone:_Não falei que eu viria?Ninguem entendeu nada.Mas nós perdemos para uma dupla que cantou  a música Era um Garoto,eu nunca mais esqueci.

O Cine Alvorada 1973 O Filme O Corte

março 14, 2010

No ano de 1973  eu trabalhava com meu amigo João  da Vila Monte Alegre , ajudava operar as máquinas de projeção do cinema de Pedreira. Num sábado à noite estava passando um filme nacional de grande bilheteria na época, as 1200 cadeiras do cinema estavam tomadas pelo público , era a primeira sessão ,  o João resolve dar uma saída da cabine e me disse :  Eu já volto. E o rolo do filme foi passando , nesse tempo os filmes eram em partes, cada parte tinha um rolo de fita , geralmente 5 ou 6 ; quando terminava uma eu desligava uma , e êle ligava a outra , acontece que já estava terminando e o João não chegava, até que acabou a fita ! Desliguei a máquina , acendi as luzes e fiquei escutando 1200 pessoas gritarem uh uh uh ! Nesse momento entra o João correndo na cabine e  me diz :  Apaga a luz! e já ligou a outra máquina atrás dêle entra na cabine o Dionísio Azevedo , junto com uns rapazes e umas moças , é que êles estavam filmando em Pedreira e vieram ao cinema ver o filme que estava passando , êle me olhou e disse : Sempre acontece isso aqui?  eu respondi :   Não é culpa minha, foi o João que me deixou aqui sózinho. Todo mundo caiu na risada , eu fiquei irritado com o deboche , saí da cabine e só voltei quando êles tinham ido embora, foi aí que meu amigo me explicou o porque das risadas , o Dionísio estava falando do… público !!!!!


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